segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

A febre arrefeceu
Do coração, a febre,
entibiou-se até gelar.
Gelou. Em neve
transformou-se e só
do coração sobrou
um quê tão breve
que se desmanchou
como o que se prescreve.
como o que não se teve.

A febre arrefeceu.
Do coração, a febre
entibiou-se até calar.
Calou. Deteve
a voz quase a gritar, e só
do coração sobrou
um quê tão breve
que nunca mais falou
como o que se prescreve.
como o que não se teve.

A febre arrefeceu.

2 comentários:

Anonymous disse...

É engraçado. Em tudo que você escreve consigo vê um "quê" de tempo e morte. Parece, Marcela que esses dois assuntos te enteressam bastante. E isso também é que me deixa curioso por sua literatura. Adoro conhecer sua opinião sobre o tempo e a morte. São temas tão intrigantes que facinam! Adorei o Primeiro Relato por abordar isso.
Se não for pedir muito, gostaria muito de receber de minha maior escritora (você) alguma coisa sobre o sua idéia de tempo e morte. (eudes_pr@yahoo.com.br). Se não for pedir muito...

Ferigato disse...

AEEE!!!! Voltou no pique hein Marcela! Legal, gosto dos seus textos...
Se der passa lá no meu blog pra dar uma olhadinha....

Abraço!

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